Não preciso que seja um texto bonito, um texto bem escrito e muito menos um texto poético.
Não preciso de leitores, de elogios e nem críticas.
Não preciso de motivos para vibrar de felicidade, despencar no choro ou me tornar indiferente.
Não preciso de ninguém que me diga o que é certo e o que é errado, pois já tenho minha mente que ousa em julgar minhas atitudes!
Ouço gritos.
Gritos que vêm lá de dentro, do espaço mais fundo da minha consciência.
Gritos de alguém que está perdida no meio do nada, sem ninguém pra ouvir ou falar.
Gritos que teimam em não ultrapassar os limites das cordas vocais.
Ouço silêncio.
Silêncio que corta profundamente sem dó nem piedade.
Silêncio de querer desvendar o mundo desconhecido, descobrir o mistério que se esconde por trás desses olhos tensos e provocativos, e também dentro desse coração.
Silêncio do meu coração que chora baixinho, pra não perturbar.
Grito e silêncio. Tudo e nada. Agora ou nunca. Norte e Sul. Novo e velho. 8 ou 80. Mais, muito mais e sempre mais!
O que define? Inconstância. Pura e unicamente inconstância!
Agora é deixar que o tempo se encarregue do seu serviço e quem sabe um dia eu consiga dividir espaço com esse turbilhão que ronda meus pensamentos, porque já cansei tentar entender.
Bonito, Fabi... muito bonito!
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