sábado, 18 de setembro de 2010

Mais e outra vez.

Não preciso que seja um texto bonito, um texto bem escrito e muito menos um texto poético.
Não preciso de leitores, de elogios e nem críticas.
Não preciso de motivos para vibrar de felicidade, despencar no choro ou me tornar indiferente.
Não preciso de ninguém que me diga o que é certo e o que é errado, pois já tenho minha mente que ousa em julgar minhas atitudes!
Ouço gritos.
Gritos que vêm lá de dentro, do espaço mais fundo da minha consciência.
Gritos de alguém que está perdida no meio do nada, sem ninguém pra ouvir ou falar.
Gritos que teimam em não ultrapassar os limites das cordas vocais.
Ouço silêncio.
Silêncio que corta profundamente sem dó nem piedade.
Silêncio de querer desvendar o mundo desconhecido, descobrir o mistério que se esconde por trás desses olhos tensos e provocativos, e também dentro desse coração.
Silêncio do meu coração que chora baixinho, pra não perturbar.

Grito e silêncio. Tudo e nada. Agora ou nunca. Norte e Sul. Novo e velho. 8 ou 80. Mais, muito mais e sempre mais!
O que define? Inconstância. Pura e unicamente inconstância!

Agora é deixar que o tempo se encarregue do seu serviço e quem sabe um dia eu consiga dividir espaço com esse turbilhão que ronda meus pensamentos, porque já cansei tentar entender.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Dia Dela!

Eu sei, eu sei e eu sei que é totalmente previsível escrever ‘posts-especiais’ à pessoas especiais, à comemorações e coisas do gênero, e esse não seria (muito) diferente. Só é diferente porque a pessoa em questão é a minha MÃE! Hoje é aniversário dela e esse post será também muito especial e inteiramente dedicado a ela.

Tudo começou há 19 anos quando ela teve a noticia da maternidade e junto disso, começou a sua missão de proteger, amar, cuidar, educar, e outras tantas ações que ela (e meu pai, logicamente) vem desempenhando muitíssimo bem!
Sempre pensando e buscando apenas o melhor pra nós, alguns sacrifícios foram necessários. Quando tínhamos 6 e 7 anos, eu e minha irmã fomos morar com a Oma (avó, em alemão) no litoral, o principal motivo foi porque eu tinha bronquite, era comum entrar em crise durante a noite e lá corríamos pro hospital, mas também porque não seria fácil manter o escritório, nos levar pra cima e pra baixo aqui em São Paulo para fazermos todas atividades que eles gostariam de nos proporcionar, então seriam praticamente motoristas particulares.
No começo era muito difícil porque meus pais iam pra lá apenas na sexta feira e voltavam no domingo a noite, depois que já tivéssemos adormecido. Lembro que nem sempre a gente dormia fácil, então quando ouvíamos o barulho do carro ligado, desatávamos a chorar e a sair correndo pela casa em busca deles. Mais um pouquinho de colo e, puf, sono profundo. Durante a semana nos falávamos a todo momento pelo telefone, internet e de vez em quando trocávamos cartas. Assim era nossa comunicação até o final do ano passado, quando vim morar aqui.
Infeliz e naturalmente, nem sempre reconhecemos o esforço que eles fazem pra cuidar da gente da melhor forma possível, culpa dessa eterna mania de achar que a gente já sabe se cuidar! Tolice. Mãe é mãe e em qualquer circunstância quer o filho bem pertinho, bem debaixo da asa pra controlar. E na hora de sair de casa? Precisa saber aonde vai, com que vai, que horas vai chegar em casa, até mesmo se está levando blusa, porque, né, vai que o tempo muda! Precisa saber de todos os mínimos (e às vezes desnecessários) detalhes. Mãe que mima, que dá bronca, que ri, que chora, que fica de mau humor, que ri à toa, que vira a cara, que vai buscar de madrugada onde for preciso, que ama MUITO e incondicionalmente. Amor de mãe é um amor incontestável!

Não posso deixar de contar uma história que marcou bastante nossa infância. Antes de começam, três considerações necessárias:
#1 Eu e a minha irmã sempre fomos acostumadas a vir pra São Paulo sozinhas. Vínhamos em uma daquelas vans que chegam (e saem) do Jabaquara e todos os perueiros nos conheciam;
#2 Antes da Oma começar a dirigir, ela contratou uma pessoa pra levar e buscar a gente pra escola. Ela e o marido tinham um canil e hotel pra animais.
#3 Na época eu e minha irmã tínhamos uns 7 e 8 anos.

Vamos à história:
Uma sexta-feira ou outra saiamos da escola e vínhamos direto pra cá, minha vó sempre avisava a moça (aquela da consideração acima) sobre a viagem e ela nos deixava no lugar certo pra pegar a van.
Um certo dia, minha irmã teve uma brilhante ideia e - por ser a mais velha - era a ‘cabeça’ de tudo e eu fui no embalo.
- Fa, vamos pra São Paulo hoje fazer surpresa?
- Mas como? A Oma nem deixou combinado com a Ideli.
- Ah, a gente inventa qualquer coisa pra falar pra ela!
- Tá bom! Mas você fala, tá? (eu era tãããão inocente!)
E ela falou pra moça que a Oma tinha esquecido de avisar, mas que era pra ela deixar a gente nas vans. Primeira etapa ela tinha passado, agora foi pra segunda:
- Oma, a gente ta aqui na casa da Ideli, ela tem uns cachorros pra dar banho e entregar, aí depois a gente vai pra casa, tá bom?
- Tudo bem! Só me avisa a hora que vocês forem sair daí.
Mais um pouquinho de conversa e a ligação terminou ali.
Óbvio que não existia mais Ideli, casa e muito menos cachorro pra dar banho e entregar. Estávamos ali no centro da cidade esperando a bendita van sair. Chegou e lá fomos pra estrada.
Nesse meio tempo, minha vó ligou pra casa da Ideli pedindo pra falar com alguma de nós duas e a resposta:
- Falar com as meninas? Mas elas não estão aqui!
- Como não? (cara de espanto da minha vó) A Ariene me ligou e falou que estava aí!
- Não! Elas falaram que iam pra São Paulo e que você tinha esquecido de avisar!
Pronto, a confusão tava armada. Ninguém sabia ao certo onde a gente tinha se metido. Então quando estávamos na metade do caminho, minha Irmã resolveu partir pra terceira etapa e ligou pra casa pra falar pra minha mãe (que, claro, já sabia que não estávamos com a Ideli) que a gente estava indo pra São Paulo. O desespero dela do outro lado da linha era perceptível até pra mim, que nem estava ao telefone! Continuamos a viagem, meu pai foi nos buscar no Jabaquara e quando chegamos em casa (puuutz!) minha mãe estava na sala, aos prantos, com a cara inchada e morrendo de preocupação!
No final ficou tudo bem! Tivemos que dar boas explicações e hoje eu lembro e dou risada, mas na época éramos duas crianças! Uma bem espertinha (minha irmã) e a outra bobinha que seguia o que a irmã mandava..
Acho que você lembra bem disso, né? :)

Olho pra trás e vejo tantos e tantos momentos, como esse, que já passamos. Sei que temos nossas diferenças, que nem sempre nos damos bem, mas quero te agradecer por tudo que vivemos juntas até hoje. Agradecer pela paciência e pela grandeza de ser a minha mãe!
Eu te amo muito, muito, muito. Curta o seu dia e.. FELIZ ANIVERSÁRIO!!!

Beijos e abraços apertados.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Barufi's day!

Há pessoas que não acreditam que uma amizade possa se formar através de uma tela de computador e muito menos se manter com o passar do tempo.
Com a Cris Barufi foi totalmente diferente, a conheci pelo twitter há um certo tempo. Uma pessoa adorável, muito simpática, divertida, que me cativou com as suas atitudes simples e sempre pronta pra ajudar quem precisasse. Trocávamos alguns tweets pra cá, outros pra lá, trocamos MSN e nos falávamos de vez em quando. Até que no dia 15 de Maio (finalmente) nos conhecemos no show da Isabella Taviani aqui em São Paulo. E, claro, superou as expectativas!
Nos divertimos horrores num pós-show com as famosas DTs, mas depois ela voltou pra BSB e se esqueceu (parcialmente) de SP! :(
Como hoje é o aniversário DELA, não poderia deixar passar em branco aqui no Blog! Desejo muitas felicidades, muitos anos de vida, muita saúde, muita força de vontade, amor, paz, esperança, tudo de melhor e mais bonito que você pode imaginar! E mais do que nunca agradecer por ser essa pessoa tão especial que 'surgiu' na minha vida e agradecer pela sua amizade essencial!
Super beijo no coração e um abraço bem apertado, lôra munita!