domingo, 8 de agosto de 2010

Dia do Heroi

Dia mais que especial e digno para falar, elogiar e agradecer um dos homens da minha vida! Eis o digníssimo Sr. Jorge Eduardo, que recebeu a difícil missão de ser meu pai! Ser meu exemplo, meu herói desde criança, meu amor, meu amigo e ser mais do que tudo isso, aquele ao qual eu daria minha vida!
Sim, sim, é ele que me leva pro trabalho todas as manhãs, aquele que me busca na hora do almoço, me leva de volta pro trabalho, me busca pra ir pra faculdade e encerra a noite, lá pelas tantas da madrugada, me pegando na estação. Aquele que sabe conversar, sabe dar bronca, sabe mostrar o que é certo e errado.
Dentre tantas memórias tem uma passagem rápida, mas que não sai da minha cabeça.
Era mais um dia qualquer, eu com 6 ou 7 anos. Eu, minha irmã (A nível de informação: ela é um ano mais velha que eu), minha mãe e meu pai na sala de casa, a disputa infantil entre eu e minha irmã pra quem sentava no colo da minha mãe. Lembro que virei pra minha irmã e falei: " Não tem problema, você vai morrer mais cedo e eu vou ter o colo dela pra sempre!" (Ahh, inocência de criança, criança que acha que terá os pais eternamente) , olhei pro meu pai e ele observava atentamente a situação e se divertia! Abriu o sorriso mais lindo e os braços, fui correndo para o colo dele e lá fiquei. Creio que desde então houve essa 'separação', minha irmã com a minha mãe e eu com meu pai.
Falar dele é como falar de mim mesma. É como falar das minhas atitudes e das minhas características.
O pai que eu agradeço todas as noites por eu ter ao meu lado.
Claro que não poderia deixar de citar aquele que é meu pai duas vezes. Meu avô, meu Opa, o Sr. Harri que tanto AMO!

Já disseram por aí: "Miserável aquele que não tem heroi!" , os meus estão aqui embaixo, junto das minhas heroínas, ó:





Muito, muito, muito obrigada por ser quem você é. Por ser o MELHOR, o imbatível, o inigualável, o impagável pai que eu poderia ter. Digo com todas as letras e repito quantas vezes forem necessárias: EU AMO VOCÊ.

Feliz dia dos Pais!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Dor da perda

Hoje é um daqueles dias que eu preferia não ter saído da cama e não ter recebido notícias ruins (como se fosse adiantar). Resolvi explicar tudo que anda acontecendo, o porquê das diversas postagens um tanto depressivas no twitter . Pois bem, meu bisavô foi internado há duas semanas com problemas - até então - pulmonares. Diversos exames e toda aquela enrolação dos médicos para dar o real diagnóstico. Na terça-feira da semana passada ele foi para a UTI, na sexta-feira piorou e foi sedado, e hoje de manhã infelizmente faleceu. E o que agravou mesmo foi o Câncer.
Ontem quando fui visitá-lo senti um vazio tão grande, uma tristeza de vê-lo naquela situação, enquanto minha memória parece que rebobinou uns 10 anos e lembrei de tantos momentos. Dos Natais em volta daquela mesa farta. Os filhos, netos, bisnetos, sobrinhos, e todos que chegassem, rindo, conversando, e nós - as crianças - correndo pelo quintal e a nossa bisavó mostrando os moranguinhos crescendo na horta todas as vezes que íamos até lá. Quando nas Páscoas tínhamos que procurar todos os ovos de chocolate pelo quintal, pelo jardim, pelo quartinho de ferramentas e depois sentávamos no chão para comer cada um. Aquele senhorzinho que vinha até o portão, depois da campainha. Então passávamos, dávamos um beijo e entrávamos em casa. Não teve um dia sequer que aquela lata que ficava sob a mesa de centro da sala não estava cheia de bombons. Era praxe chegar e comer vários durante a tarde. As histórias de quando lááá no passado, ele tinha que andar quilômetros para comprar uma caixinha de fósforos que fosse. E aquela sacola de plástico repleta de brinquedos que ficava guardada no armário do quarto? Despejávamos no chão da sala e sempre tinha briga porque um queria brincar com o brinquedo do outro, mesmo tendo uma centena de outros brinquedos. Os tapinhas nada sutis que a Dona Elza, minha saudosa bisavó, nos dava de brincadeira. O nosso encantamento com aquele abajour que mudava de cor. Quando ele já velhinho inventava de subir no telhado pra arrumar alguma coisa. O comum pega-pega em volta do Fusca azul-calcinha na garagem. Quando a gente tocava campainha e esperava a bisa ir até a janela e dar uma bronca. Os aniversários que todos se reuniam, e como era bom ver o brilho nos olhos deles por ter a familia toda junta. Memórias, memórias e memórias. Lembranças de um passado agora distante. Momentos únicos que não voltam mais. Abraços que não serão mais dados. Sorrisos ficaram na memória e em fotografias...
Hoje um dos homens mais justos, mais honestos, mais dedicados, mais trabalhadores, mais ricos de alto astral, de companheirismo, de boa vontade, se foi para um lugar especial. Para um lugar onde ele olhará por nós, para um lugar junto com a sua companheira de longos e longos anos. Para um lugar longe da nossa realidade. A saudade com certeza vai se manifestar muitas vezes através das lágrimas, mas quero mesmo é lembrar desses momentos aí de cima, desses e de tantos outros momentos mais do que especiais. Inesquecíveis.
Mais do que pai, avô, bisavô, marido, companheiro, amigo, homem. Um exemplo.
Agora todos já sabem o motivo de tanta dor. E depois de ontem, conclui três coisas: 1. não tenho vergonha de chorar; 2. não tento ser forte; e 3. meu psicológico está inteiramente em pedaços.

Declaro todo meu amor a esses dois seres iluminados, Sr. Gerhard e Sra. Elza!